UM TIPO DE MUSEU DIFERENTE…

Quando estávamos em Chiang Mai — a primeira paragem na nossa viagem pelo Sudeste Asiático e Taiwan — ficámos intrigados com uma atracção que parecia ser uma das mais populares entre os visitantes à cidade. Entre exuberantes templos construídos ainda no antigo reino de Lanna (antes deste ter sido ocupado pelo Sião, que mais tarde se tornaria a Tailândia), aulas de culinária e visitas a santuários de elefantes, encontrámos um museu chamado “Art in Paradise”.

Uma rápida pesquisa online por fotos deste inesperado museu (que cedo percebemos ser um “3D Art Museum”) dão logo uma ideia do quão fora e ridículo ele pode parecer, pelo menos aos olhos de um ocidental. Convém dizer que algumas dessas fotos fizeram o Miguel chorar a rir — o que é uma coisa boa, na maior parte das vezes.

MAS O QUE É UM 3D ART MUSEUM?

Nós explicamos rapidamente o que se passa neste museu:
Basicamente, é um edifício onde as paredes, chão e tecto estão pintados com montes de ilustrações que, vistas de determinada expectativa, criam uma ilusão 3D de que o objecto (ou sujeito) do desenho está a saltar para fora da parede.

Como podem imaginar, isto faz com que cada peça seja uma oportunidade para os visitantes representarem algum tipo de interacção macaca (mas muito gira!…) com aquilo que está pintado, abrindo-se também todo um mundo de fotografias ridículas para serem espalhadas no TripAdvisor e no Facebook (além de blogs de viagem, obviamente).

PARECE-VOS UMA BOA IDEIA?

“Nem por isso”? Pois, mas aparentemente a Ásia não está muito interessada no que vocês acham. É que este conceito que parece ter nascido na Coreia do Sul, está hoje em dia presente em várias cidades asiáticas, como Pequim, Bangkok, Georgetown (Penang), Manila, Singapura, …

Aliás, são tão populares que, depois de Chiang Mai, nós até acabámos por fazer uma segunda visita a um museu deste género, em Langkawi — uma ilha no norte da Malásia. Não porque estávamos em pulgas para voltar (embora devamos confessar que estávamos um bocadinho curiosos para saber que “obras” lá iríamos encontrar), mas porque a entrada estava incluída num pack que comprámos para uma outra atracção na ilha, um dos mais altos teleféricos do mundo.

SE GOSTÁMOS?

Bem, digamos que tivemos — sem dúvida nenhuma — uma primeira hora muito divertida.
Entre globos de neve com uma placa a dizer “Welcome to Chiang Mai” (tão apropriado), tubarões gigantes com senhores chineses a fazer altas poses, a Mariana a fazer de sereia ou a voar num tapete mágico e nós os dois a sermos engolidos por um crocodilo, não podemos dizer que tenha faltado variedade.
O problema é que entretanto já passaram duas ou três horas, o factor novidade passou, e a coisa começa a fartar um bocadinho.. Quer dizer, até para tirar fotos divertidas e para ver pessoas (incluindo os vossos amigos) a fazerem figuras ridículas há um limite. E jesus! Figuras ridículas é o que não vai faltar num museu destes!

Já agora, um aviso: se por acaso decidirem visitar um 3D Art Museum e durante a visita a coisa não parecer estar a valer assim tanto a pena, lembrem-se de que quando chegarem a casa e começarem a ver as fotografias, pelo menos meia dúzia delas há-de sem dúvida fazer valer o dinheiro e o tempo gasto.

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2 Comments

  1. MJP

    Este é tão bom… porque se lê e vê bem depressa!
    É um pouco os museus de cera destas bandas! certo?

    Reply
    • HWTW

      Resposta da Mariana:
      “Sim! Foi o que eu já disse, mas o Miguel acha que não têm nada a ver com museus de cera.”

      Resposta do Miguel:
      “Mas vocês vêem algum Cristiano Ronaldo ou um Michael Jackson neste museu? Pois é, então ganho eu!”

      Reply

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